Revista Brasileira de Administração (RBA) entrevista Fábio Marques (FM)

RBA: Quem é o cidadão, administrador, palestrante e escritor Fábio Marques?

 

FM: Procuro ser um ser humano que acredita nas pessoas e na evolução constante em busca da excelência. Talvez um idealista pragmático, que trabalha com paixão para fazer uma contribuição significativa para a sociedade, um dia de cada vez, uma palestra de cada vez, um texto ou livro de cada vez.

 

RBA: Inovação&Sustentabilidade sob a ótica da Administração foi o tema desenvolvido por você no XX Enbra (Encontro Brasileiro de Administração). Por que escolheu este tema?

 

FM: Foi uma sugestão que partiu da presidente do CRA de Alagoas, a Sra. Maria do Rosário Feitosa Souza. Este era o tema central do evento. E como minha palestra foi a do encerramento, pareceu fazer todo o sentido. Inovação e sustentabilidade são temas cada vez mais intensamente relacionados entre si e eu procurei apresentá-los sob uma ótica bem prática da Administração, ressaltando o papel decisivo que a atitude e as decisões do administrador têm na evolução destes conceitos dentro das organizações e da sociedade como um todo.

 

RBA: O que faz uma empresa ser considerada inovadora? Poderia exemplificar?

 

FM: Uma empresa pode ser considerada inovadora quando consegue perceber novas maneiras de utilizar os recursos disponíveis, novas formas de administrar seus processos e de estabelecer relacionamentos com seus clientes, funcionários, fornecedores, concorrentes, acionistas e a comunidade em que atua. Muita gente associa automaticamente inovação com novos produtos, mas essa é uma pequena parcela do amplo alcance da inovação. Um novo olhar sobre antigos processos. Um novo processo para uma visão antiga. Tudo isso conta como inovação. Empresas como 3M, Microsoft, Apple, Google e Yahoo são reconhecidos exemplos de organizações inovadoras, não porque suas soluções venham de idéias mirabolantes, mas sim porque encontraram novas maneiras de integrar as coisas para proporcionar novas experiências e possibilidades às pessoas. O Grupo Semco, do admirável empresário brasileiro Ricardo Semler é outro exemplo de inovação, mas uma inovação muito mais evidente na gestão de pessoas e dos negócios do que no lançamento de produtos ou serviços inusitados.

 

RBA: Para Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente “em breve o meio ambiente vai definir o crescimento econômico”. Como o senhor analisa esta afirmativa?

 

FM: A preocupação com o meio ambiente é um caminho sem volta. A conscientização das pessoas, cada vez maior, com relação aos problemas e desafios do desenvolvimento as tem transformado em consumidores mais responsáveis. Muito em breve, será muito difícil ao consumidor adquirir produtos de empresas que não respeitam o meio ambiente, sem sentir a consciência “pesada”. Suas escolhas de consumo, portanto, poderão definir quem cresce e quem falece na economia mundial, conforma a postura que cada empresa adota com relação ao crescimento sustentável.

 

RBA: O chamado desenvolvimento sustentável está se tornando uma questão de sobrevivência para governos e empresas. O senhor concorda com isso? Por quê?

 

FM: Concordo. A preservação e o uso responsável dos recursos naturais e sociais não representam apenas uma questão de conseguir a simpatia da opinião pública, o que já é muito importante, mas também uma questão estratégica de redução do desperdício e dos custos operacionais, além do surgimento de novas oportunidades de negócios sustentáveis em diversas áreas da sociedade. O motor Flex, por exemplo, conquistou mercado rapidamente. E realimenta, todos os dias, uma das maiores promessas econômicas do nosso país para ocupar uma posição de incontestável destaque no mundo: o etanol.

 

RBA: Podemos afirmar que houve uma mudança significativa no setor empresarial em relação ao desenvolvimento sustentável?

 

FM: Sim. Dez anos atrás, praticamente nenhum presidente ou CEO de empresa, nacional ou estrangeira, apontaria o aquecimento global ou o desenvolvimento sustentável como um dos principais desafios de gestão para ganhar vantagem competitiva. Hoje, estes assuntos estão na pauta principal das reuniões estratégicas da maioria das empresas no mundo todo.

 

RBA: Quais os principais obstáculos ao avanço da inovação e sustentabilidade no Brasil? Poderia citar exemplos?

 

FM: Toda inovação implica mudança. A resistência à mudança é um constante obstáculo na vida das pessoas e corporações, especialmente quando a mudança mexe com interesses econômicos, hábitos e vícios comportamentais. Ainda há muitas empresas agredindo o meio ambiente, poluindo rios e desmatando florestas porque é a maneira como sempre fizeram seu trabalho e estão totalmente estruturadas de tal forma que, para implantar inovações de sustentabilidade, teriam que fazer altos investimentos financeiros em readequações de processos industriais e operacionais. Muitas empresas nesta situação, por sofrerem de uma administração ineficaz e incompetente, simplesmente não têm tais recursos financeiros para realizar a transformação, cultural e estrutural, necessária à nova realidade. Outro obstáculo é o imediatismo capitalista, que faz com que muitas decisões continuem sendo tomadas pensando apenas no curto prazo e nos ganhos financeiros que podem ser conseguidos agora, desconsiderando, por muitas vezes, a própria sobrevivência da organização no médio e longo prazo. Interesses políticos também podem atrapalhar, além da falta de acesso de uma grande parcela da população à informação sobre a questão da sustentabilidade. A alta carga de impostos do Brasil também representa uma “mordida” na rentabilidade das empresas, sendo um pêso a mais a ser carregado pelas empresas que querem inovar e implantar soluções de sustentabilidade, até mesmo porque, muitas ações de sustentabilidade, na área social principalmente, que deveriam partir do governo, estão ficando a cargo das iniciativas empresariais.

 

RBA: Quais as vantagens para a empresa e para o planeta adotar uma política de desenvolvimento sustentável?

 

FM: Há diversas vantagens para a empresa. Ela constrói uma imagem positiva perante a opinião pública, conquistando a simpatia do mercado consumidor e, muitas vezes, sua preferência e fidelidade. Os funcionários também se sentem mais orgulhosos por fazerem parte de uma empresa com boa reputação e, por isso, colocam mais paixão e comprometimento no trabalho, aumentando a produtividade, a qualidade dos serviços que prestam e a satisfação dos clientes, o que gera mais preferência e fidelidade do consumidor.

A sustentabilidade é um conceito calcado em respeito. Respeito pela natureza e pelas pessoas. Portanto, uma empresa que cultiva o desenvolvimento sustentável também está contribuindo para a formação de pessoas melhores, que serão melhores seres humanos no trabalho, na família e na comunidade em que vivem. As condições de vida, biológica, física, social e emocional, do nosso planeta são e sempre serão influenciadas por nossas decisões e nossas ações. Portanto, pessoas melhores significam um planeta melhor, mais saudável e mais justo para todos nós.

 

RBA: Como o senhor avalia o movimento de inovação e sustentabilidade no Brasil e no mundo?

 

FM: Crescente e forte, repleto de possibilidades. Muitas delas já convertidas em oportunidades de negócio rentável, mudando o nosso olhar sobre o assunto que, até pouco tempo atrás era algo apenas “legal” ou “politicamente correto” de se fazer. Mais e mais empreendedores têm mostrado que a inovação e a sustentabilidade representam uma grande abertura para novos mercados interessantes. As maiores revistas de negócios do nosso país têm publicado diversas reportagens e até edições inteiras dedicadas ao assunto, oferecendo diversos exemplos de idéias que se transformaram em excelentes oportunidades de enriquecimento “socialmente e ambientalmente correto”.

 

RBA: É possível a empresa ter lucro e cuidar do planeta ao mesmo tempo? Por quê?

 

FM: Certamente que sim. A GE, por exemplo, conseguiu em 2007 faturamento de 14 bilhões de dólares e lucro de 1 bilhão de dólares com produtos ecologicamente corretos. E estima faturar 25 bilhões de dólares em 2010.

A Tecsis, empresa brasileira que fabrica pás eólicas (que aproveitam os ventos para a geração de energia renovável) cresceu 25 vezes nos últimos 5 anos, hoje fatura cerca de 500 milhões de reais por ano e gera 4 mil empregos.

O empresário Leontino Balbo, da Native, foi citado pela revista EXAME como “o maior fazendeiro verde do mundo”, pois é dono da maior lavoura de cana de açúcar orgânica do planeta, sendo um dos líderes em um mercado bilionário. Tem também gente ficando rica com o plantio de florestas renováveis, fornecendo para a indústria moveleira do mundo todo e preparando-se para negociar créditos de carbono em um futuro muito breve.

Sim, é possível ter lucro enquanto cuidamos do planeta, porque cuidar do planeta é cuidar do mercado consumidor. É cuidar da imagem da organização, é cuidar dos talentos que nela trabalham. É cuidar da produtividade, incentivando a criatividade com foco no bem comum. É cuidar do relacionamento com todos os stakeholders envolvidos (clientes, funcionários, comunidade, acionistas, governos, etc), promovendo o diálogo, a cooperação e a confiança. É uma forma de evoluir para a excelência. E toda excelência é bem recompensada, se não na ânsia do agora, com certeza na serena sabedoria do amanhã.

 

RBA: Quais são os desafios para as empresas adotarem uma política consistente de inovação e sustentabilidade?

 

FM: Fazer da inovação e sustentabilidade um elemento estratégico para a sobrevivência e o crescimento da empresa, considerando suas implicações nas áreas de planejamento, marketing, finanças, gestão de pessoas e controle da produção.

Investir em educação de seus funcionários, parceiros e fornecedores para implantar uma cultura sustentável que esteja incorporada aos valores e à missão da organização.

E, finalmente, adotar o Teste de Avaliação das Inovações (TAI), para saber definir prioridades na aplicação dos recursos de tempo e dinheiro da empresa. O teste de avaliação das inovações consiste de, basicamente, 3 perguntas:

1. A inovação é relevante? Ou seja, trata de uma questão ou problema de significativo impacto para a empresa e a comunidade? Ficar entretido com “coisas interessantes”, mas que não representam soluções importantes dentro do contexto onde a empresa atua é certeza de desperdiçar recursos e boa vontade;

2. A inovação é viável? Ou seja, existem recursos suficientes para investir no desenvolvimento e aplicação da inovação, de forma que ela possa “vingar” e, de fato, trazer resultados para a empresa e os demais stakeholders?

3. A inovação é sustentável? Ou seja, ela tem potencial para justificar-se como uma solução que se mantém viável ao longo do tempo, gerando ganhos concretos para os envolvidos e realimentando-se de seus próprios resultados?

 

RBA: A Bolsa de Valores de São Paulo adota o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) para avaliar as cotações de empresas socialmente responsáveis no mercado. Qual a importância deste índice para as empresas brasileiras?

 

FM: A partir do momento em que se cria um índice para alguma coisa, podemos dizer que tal coisa ganhou uma maior importância e visibilidade. Em outras palavras, é um sinal de que a sustentabilidade veio para ficar, crescer e se destacar como um dos indicadores de maior importância para as empresas de hoje e do futuro, atuando diretamente na sua valorização de mercado, mesmo que não seja a sustentabilidade o único fator de sucesso de uma organização.

 

RBA: O senhor afirma em sua palestra que a sustentabilidade pode gerar apreciação e confiança. O que quis dizer com isso?

 

FM: Como fica a nossa percepção de uma empresa quando ficamos sabendo que ela adota práticas de trabalho escravo, exploração de menores, despejo ilegal de produtos químicos nos rios e destruição de florestas em grande escala? E quando ficamos sabendo de fraudes e corrupção dentro das empresas? Tais empresas automaticamente ganham a nossa desconfiança e descrédito.

Em outra direção, quando percebemos empresas preocupadas com a preservação do meio ambiente, adotando práticas de gestão que respeitam seus funcionários, clientes, fornecedores e acionistas, mantendo políticas de responsabilidade social na comunidade onde atuam e agindo com ética e transparência, é natural que tenhamos mais apreço e admiração por estas organizações, bem como nosso sentimento de confiança em relação a elas tende a aumentar.  E confiança pode gerar maior índice de fidelidade de clientes, aumentando os lucros das empresas de forma considerável.

 

 

RBA: Qual o papel de cada um de nós e, em especial, do Administrador para assegurar o desenvolvimento sustentável?

 

FM: Como seres humanos, devemos pensar e agir com responsabilidade e com visão do todo. Reduzir ao mínimo a taxa de egoísmo que existe dentro de cada um. Pensar mais a médio e longo prazo, em longevidade. Avaliar as conseqüências de nossas decisões e ações para as futuras gerações, incluindo já as de nossos filhos e netos. Perceber-se como importante no processo.

Quanto ao Administrador, cabe a ele assumir toda a responsabilidade e todo o poder que ele tem como agente transformador das organizações e da sociedade. Lembrar que da sua competência ou incompetência derivam resultados entusiasmantes ou deprimentes. Portanto, estudar muito, dedicar-se muito e ganhar clareza e consciência suficientes para sermos capazes de utilizar nosso potencial criativo, inovador e realizador para encontrarmos soluções melhores para as questões empresariais e sociais.

 

RBA: O senhor poderia citar empresas – pequenas, médias ou grandes – que já assimilaram o conceito de inovação e sustentabilidade?

 

FM: Existem muitas empresas que já nasceram do conceito de inovação e sustentabilidade, como, por exemplo, a TerpenOil (fabricante de produtos de limpeza orgânicos  e biodegradáveis), a SuperBac (especializada em biotecnologia para tratamento de resíduos), a Nemus (que planta florestas) e a CBPAK (que faz embalagens biodegradáveis à base de amido de mandioca). Entre as grandes, empresas como a Natura, a Native, Banco Real, Bradesco, Itaú, GE, Nestlé, Unilever, a montadora indiana Tata (que investe em um carro movido a ar comprimido), a Honda e a Toyota são alguns exemplos de grandes organizações que estão investindo em inovação e sustentabilidade como estratégia de crescimento e cultura corporativa. Muito ainda há a ser feito por essas e outras empresas, mas percebemos cada vez mais organizações levando isso muito a sério.

 

RBA: O senhor escreveu o livro “Guia Prático da Excelência em Serviços: como conquistar clientes, aumentar lucros e viver melhor”.  Quais são os temas principais abordados no livro?

 

FM: O livro trata da tremenda responsabilidade e oportunidade que um administrador, gestor ou líder tem de influenciar positivamente os resultados de uma empresa através de uma visão fundamentada na Excelência em Serviços aplicada a qualquer atividade ou empreendimento. Combina estratégia, marketing e gestão de pessoas, oferecendo soluções simples e práticas para que o administrador e todos os gestores de uma empresa tenham condições de implantar uma cultura de “Servir para Vencer” por toda a organização.

Passo a passo, procuro oferecer orientações relacionadas ao comportamento do consumidor, processos de liderança, delegação e feedback, educação e treinamento, seleção de profissionais, processos de comunicação com funcionários e clientes, como lidar com reclamações, como estimular o trabalho de equipe, como fazer um atendimento telefônico eficiente, entre outras coisas importantes da administração com foco na satisfação dos clientes e melhoria da qualidade de vida no trabalho através da gestão.

 

RBA: Em suas palestras o senhor fala do “Código de Excelência Pessoal”. O que vem a ser isso?

 

FM: Cada um de nós é único, singular, especial. Por mais de vinte anos, tenho pesquisado os fatores que levam indivíduos ao sucesso e realização pessoal. Nestes estudos sobre o processo de evolução para a excelência, concluí que existem 5 pontos fundamentais de causa-efeito que devemos considerar:

1. Autoconhecimento que leva à construção de uma Identidade autêntica e original;
2. Visão de Futuro que leva à definição de Metas pessoais e profissionais;
3. Comunicação que leva ao estabelecimento de Relacionamentos;
4. Aprendizado que leva ao Desenvolvimento;
5. Prática que proporciona o Aperfeiçoamento.
Trabalhando estes 5 fatores com determinação e disciplina, as pessoas atingem seu máximo potencial de realização e sucesso. Este é o “Código de Excelência Pessoal” que cada um traz consigo e que deve descobrir para poder construir uma vida mais produtiva, rica e feliz.

 

RBA: Os atuais cursos de Administração correspondem às exigências de mercado? Por quê?

 

FM: Vou expressar minha opinião com uma dose extra de humildade nesta questão, pois é bem provável que existam pessoas muito mais inseridas no contexto acadêmico universitário para opinar sobre isso.

Acredito que os cursos de Administração têm evoluído bastante nos últimos anos, mas tenho a impressão de que ainda precisamos trabalhar de forma mais incisiva e pragmática as questões do Empreendedorismo, da Excelência em Serviços e da Sustentabilidade aplicadas a qualquer atividade ou empreendimento. Ainda me parecem “leves” demais as abordagens destes temas, como se fossem “acessórios” à teoria da administração e não fatores decisivos para o sucesso empresarial, como de fato o são e o serão, cada vez mais.

 

RBA: Que conselhos o senhor daria para os profissionais de Administração que estão se lançando no mercado de trabalho?

 

FM: Tenham um propósito, uma missão, uma ideologia da qual se orgulhem. Fujam da tentação do sucesso a qualquer preço e dos ganhos fáceis. Sejam responsáveis, éticos e transparentes. Não abandonem o Brasil na primeira oportunidade. Nosso país precisa de administradores competentes, comprometidos e dedicados. Fique por aqui e ajude a construir a nação dos nossos sonhos. Busque a Excelência com alegria e paixão. Não seja mais uma “Maria vai com as outras”. Tenha opinião, assuma a responsabilidade e tenha coragem. Seja firme com seus princípios e flexível com as pessoas. Você vai se dar bem.

E, mais uma coisa: Não procure fazer as coisas com perfeição. Procure fazer as coisas com amor. O resultado será sempre melhor. E mais próximo da perfeição.

 

RBA: Quais são seus pontos de referência – profissionais e autores – na área de administração?

 

FM: Peter Drucker, Michael Portel, Kotler, Prahalad, Leonard Berry, John Tschohl, John Maxwell, Richard Whiteley, James Unruh, Tom Peters, Christopher Lovelock, Ken Blanchard são alguns nome que posso citar de cabeça.

Diretamente relacionados com sustentabilidade, responsabilidade social e gestão ambiental, destaco as publicações do Instituto Ethos, o livro “Ética e Responsabilidade Social nos Negócios” (coletânea de vários autores, sob a coordenação de Patrícia Almeida Ashley), o trabalho do jornalista e ambientalista Laércio Braga (que vem participando de vários projetos de formação de consultores e professores em Educação Ambiental) e a Adm. Mariana Galvão Lyra, consultora da Ambiente Público, que vem se especializando em relacionamento com stakeholders, além de ter artigos publicados internacionalmente.

O site http://www.planetasustentavel.com.br também é uma interessante fonte de pesquisa.